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“A primeira freira que passou... ESTRANGULEEEEI....”.


Há muito tempo eu aguardava ansioso por mais um show ao vivo de Rogério Skylab. Nesse último sábado, dia 09 de Abril, um dia após meu aniversário, veio o presente: não só o show de Rogerião (carinhosamente assim chamado por mim desde que fomos apresentados num show de beira de estrada há uns 10 anos), mas a gravação de seu mais novo CD ao vivo, que mescla canções inéditas e alguns clássicos.

Mas suponhamos que você seja uma pessoa incompleta e sua base de MPB limita-se a Djavan, Chico Buarque, Caetano, Gil, etc. Tsc Tsc Tsc!! Mas calma! Para sua sorte você chegou ao Churrasco Grego e aqui vai entender que pra ser Musica Popular e Brasileira basta fazer como o Rogerião. Inclusive, não sou eu quem está dizendo, mas sim o Prêmio Claro de Musica Independente, que indicou o mestre na categoria “Melhor Álbum de MPB”.

E, no meu entendimento, Skylab merecia o prêmio com méritos. Aliás, acho que já está mais do que na hora desse genial artista de porte físico deprimente, meio cabeludo, meio careca e um olho caído, tivesse seu devido reconhecimento. Jô Soares já o levou em seu programa umas 3 ou 4 vezes e, como não podia deixar de ser, foi um grande sucesso. E quando digo sucesso não é tocar em rádio ou fazer clip na MTV, pois Skylab prefere manter-se independente e “continuar fazendo música” (como diz uma de suas canções), mas ter seus shows lotados e aplaudidos pela crítica, disputando espaço nos meios de comunicação.

E o show do Rogerião é completo. A banda é ótima, os instrumentais, os arranjos, os espasmos do vocalista, que parece uma lombriga com dor de barriga, suas performances teatrais e as letras das composições criativas, engraçadas, pseudo filosóficas, escrachadas e sujas. É bom dizer que, caso você seja uma pessoa de fino trato como o Athaíde Patrese, por exemplo, pode até ser que se ofenda com as letras de humor negro como “Moto Serra”, “Derrame”, “Matador de Passarinhos”, “Musica para Paralítico”, “Você é feia”, entre outras. Do contrário, sente-se na primeira fila e espere a música “Matadouro das Almas”, quando Rogerião pega um facão e vai pra cima de uma mocinha qualquer, cantando e berrando “...aí então, vou te mostrar, o amor pungente, dos animais... ai ai ai aaaaaaaai...”.

O carioca da gema Skylab já tem cinco CDs em sua carreira: O primeiro, Skylab I, tem uma atmosfera mais dark, com teclados profanos (rs!) e letras que tranquilamente matariam Zé do Caixão de orgulho. Em FUNÉREA ele canta: “minha casa é um cemitério, o meu pai um morto vivo, minha avó é uma caveira, minha mãe é uma bruxa...”. Em “NAQUELA NOITE” ele diz: “com alicate eu retorcia, os seus mamilos tão delicados, ela pedia pra que eu parasse, e eu sentia uma estranha calma...”. E finalmente em “CARNE HUMANA” Rogerião passou dos limites: “... tem gente que come Filet Mignon, mas o que eu gosto, eu gosto é de comer, carne humana... iô iô iô...”. Seu segundo CD, Skylab II, é o 'ao vivo' do primeiro, com arranjos menos soturnos e algumas coisas inéditas como: “Convento das Carmelitas”, “Cú e Boca”, “Privada Entupida” e a clássica “Carrocinha de Cachorro Quente”, que inicia com o desespero do próprio Rogerião em tentar avisar uma dona a não comprar o cachorro quente do cara que tava com a mão dentro da calça. No terceiro disco, continuamos a ouvir tão agradáveis escatologias. Skylab III, mixado pelo próprio Skylab, foi um “aborto”, segundo ele. Apesar das dificuldades, o disco saiu e com ele as inéditas canções: “Acorda Silva Maria”, “Dólar”, “Cântico dos Cânticos”, entre outros. É nesse disco que se dissolve a poesia na canção “Cocô”, quando ele pergunta: “Quando foi que você pegou essa herpes? – Ah, foi com minha primeira namorada. Eu beijava ela e sentia uma coisa estranha na boca dela...”. Depois veio Skylab IV com as sensacionais “IML”, “Puta” e “Música para Paralítico” e, em seguida, Skylab V, com “Tarado”, “Eu fico Nervoso” e o futuro novo hit “Você é feia”, que fez todo mundo cantar alto no show: “Você é feia... é feia pá caralho...É feia pá caralho...”.

Como em outras ocasiões, mais uma vez participei da gravação de um CD ao vivo de um artista. Mas dessa vez foi diferente. Como lá no Centro Cultural Vergueiro o local para o show cabem cerca de 600 pessoas, a acústica muda um pouco a captação, ou seja, talvez dessa vez eu ouça a minha voz no CD. Principalmente porque, totalmente sem querer, ficamos em um lugar bem em frente a um dos microfones do palco... e, quando anunciaram que seria gravado, não deu outra... a cada intervalo a gente gritava algo diferente: “Beguerêêêê...”, “Que belo timeeee”, “Rogerião, meu amor!”, algo que a gente pudesse identificar depois.Que alegria! Um dia após meu aniversário e vem um presente dessa magnitude. Eu não podia querer mais nada. E foi então que um amigo disse: “Meu, o Rogerião tá tirando foto no camarim! Vamos lá?”. No fim, lá estava eu, contente por ter revisto o maior de todos os artistas da MPB, participado da gravação do CD dele, ter ganho um autógrafo na capa, apertado sua mão e ainda tirado uma foto fantástica.

E quem for menos louco e nerd que o Rogerião Skylab que atire a primeira pedra... Aiii, pooooorraaaa!!!!

Às feias e aos matadores de passarinho...
Um abraço!

Por Leandro Giometti

 
 
Resenha do show dia 10/04/2005.


Rogério Skylab é ao mesmo tempo o mictório, a escória da sociedade com a finesse dos grandes músicos
brasileiros, dos grandes compositores. Complicado? De certa forma, sim. Para uma primeira impressão a
esquizofrenia é a marca contida nesse indíviduo singular, no qual não temos a mínima idéia como se dirigir,
muito menos se o mesmo deseja esse contato. A transcendência desse artista se faz na música, do subjetivismo
que nos faz ter certeza que somos humanos. Lá é seu palco, que muitas vezes parece rejeitar.

Sua performance de palco é estranha, mas sincera. A entrada é melancólica, assim como toda a produção. O
minimalismo é presente, os músicos perpetuados em suas posições não demonstram emoções, não cumprimentam o
público, mas há um respeito ambíguo. E se mostra não necessário, pois a música fala por si só. O entrosamento é
nitído, assim como a qualidade óbivia dos músicos.

Por muitas vezes, Skylab pede ajuda do público para a interação com o artista, mas esse mesmo público demora a
atender, tanto pelo show não parecer um, ou não se adequar aos tradicionais. É uma apresentação cultural, um
recital de poesias, um protesto, mas longe de um show que estamos acostumados a ver. Como ele mesmo diz: "seria
patético, se não fosse pateta."

A apresentação tem o seu desenrolar, e uma série de músicas novas, ou nunca lançadas, são apresentadas a nós,
que por natureza humana, reagimos com certa estranheza. É notável a influênia calcada no rock cru, direto, com
um clima garagem. O clima se torna mais ameno e descontraído a patir da faixa Fátima Bernardes, que faz parte
do novo álbum entitulado Skylab V. Fátima Bernardes e Gloria Maria são notáveis pela sua mediocridade, mas nos
faz perguntar o que elas teriam feito de mal (ou bem) ao Skylab.

A partir da metade do show, a execução dos clássicos teve inicio , tais como: matador de passarinho,
moto-serra, privada entupida e outras. Mas o ponto forte, sem dúvida, foi outra faixa do novo disco: Você Vai
Continuar Fazendo Música ?. A autobiografia de um artista, com um toque de tristeza e rancor.

Depois de exatos 1h39 minutos de show, a última canção é finalizada e Skylab sai do palco. Sem um obrigado, sem
um tchau. Muitos não souberam o que fazer nessa hora, outros esperaram pelo bis. Atuação já característica nos
shows, mas que ainda impressiona os que nunca tinham o visto ao vivo.

E, realmente, não há nada melhor do que ver o artista executando (em todos os sentidos) os ouvintes com sua
música ao vivo, na sua frente, com toda a sinceridade e cumplicidade que só se encontra em apresentações do tipo.

Mark Jamberg - http://www.fotolog.net/mark123

 
Melhores Frases .
Primeiro agradecer a todos que participaram.
Foram mais de mil frases.
Mas vamos às 20 frases escolhidas - dentro delas saiu o vencedor.
 

Revolta

Interagir é o caralho, é com muita raiva que eu recebo o resultado desta desgraça de promoção, que critério estúpido foi usado para escolher a frase. Cade a minha frase aí no meio PORRA ? Sendo assim aqui vai o meu massacre para vc Skylab: Quero te botar para chupar meu pau depois te botar de quatro meter no seu ânus cheio de feses, cutucar a sétima dobra do seu intestino delgado e trincar os seus rins com a minha rola, quero comer seu cú com sal grosso para sangrar bastante e ainda bater meu pau na sua cara e gozar no seu cabelo e dopois de tudo isso quero ver em seu rosto um sorriso. Quero que meu pau tome o seu curso Ò grande magrelo desgraçado. Termino aqui ao som de "metrô" demonstrando a minha grande insatisfação por não ver minha frase entre as escolhidas.

Sem mais para o momento antecipo meus agradecimentos.

Cássio Neves de Freitas. ( Rei da Thigda )


O QUE VOCÊ ACHA DO SKYLAB ?
 
1- Medonho e horroroso, parece feder tb... mas foda-se. (Glauber Rapozeiro França).

2- Meow, o skylab é um delicioso suco de bosta batido no liquidificador. (Rafael Krauss).

3
- Um cão chupando manga, sarnento, na chuva. (Rafaela Tavares).

4- A cada dia eu acho um pouco do Skylab pelas ruas. (José Adelino Lobato de Castro).

5- Quem é Skylab? Eu vim parar aqui atrás das fotos da Sandy pelada. (Gabriel Luca).

6- Acho que o Skylab ameaça cair sobre a terra. (Ricardo Schott)

7- Nunca achei nada e, se achasse, não devolveria. (Carlos Alexandre Ferreira Bahiense).

8- Skylab é minha sombra distorcida na parede, quanto mais luz eu jogo para disfarçá-la, mais forte e negra ela aparece... (João Alfredo).

9- Puto, é Puto!!!!!! (Rodrigo Gustavo Rotzsch).

10- Um menino muito sensível, de alma nobre e delicada. (Marcelo Resende Thielo)

11- Aprecio mais o último pentelho do meu saco. (Luiz Otávio Gioseffi).

12- Skylab é um bucetudo, filho de uma nega, minha vontade é de caga na boca dele e de estrangula a vaca da mães dele, aquela católica fudida e por isso ele é bom pra caralho. (Pedro Belluzo Carvalhaes).

13- Sei lá, esse problema da identidade quem resolve é o Instituto Felix Pacheco. (Leandro Oliveira Boarim).

14- Acho que vou pedir ajuda aos universitários. (Bruna Ponciano).

15- Eu acho que ele é meu pai... (João Campos Veiga de Mendonça).

16- Torto!!!!!! (Thiago Rocha de Oliveira).

17- Um mixto de Hitler e Garota de Ipanema (Rafael Hey Coradin).

18- Skylab, primeiro estranha-se, depois entranha-se! (Juliano Baraqueti).

19- A sei lá, vcs são melhores que Nirvana cara, foda-se, acorda siva maria. (Thiago).

20- O máximo que eu posso achar do Skylab é sua fralda geriátrica, se ele perder. (Maurício Porto).
 

Qualquer uma dessas poderia ganhar. Inclusive, eu poderia fazer uma música com o conjunto dessas frases. Mas a vencedora é a frase 15: "Eu acho que ele é meu pai...".

João Campos, tô te mandando o cd. Faça bom proveito. Raríssimas pessoas tem o exemplar desse dito cujo.

 
 
TINHA TUDO PRA SER O MELHOR SHOW DA MINHA VIDA, E FOI...


Não sei porque, me deu vontade de escrever em minúsculas... Eu vivo em constante estado de satisfação, não felicidade, mas sabe quando te bate aquela felicidade repentina quando você vive ou se lembra de algo?só de pensar no que eu vou escrever mais adiante e lembrar do show eu já fico feliz... e com vontade de escrever em minúsculas...

Finalmente tenho uma estória pra contar... Não aquelas estorinhas engraçadas, bizarras, nojentas, pra fazer a galera rir, discutir, sei lá. eu com 18 anos na cara não tinha algo que eu pudesse me orgulhar pra contar pros meus netos daqui a 30 anos, quem sabe.agora eu tenho, e não uma estória, uma ESTÓRIA.
EU FUI AO SHOW DO ROGÉRIO SKYLAB COM O ZUMBI DO MATO.NO GARAGE.

Contar-vos-ei a mesma agora... vou começar bem do comecinho...

mas antes, os esporros, ALEX, PEDRO GORDO, STEPHANY, MARINA(apesar de só de te ver lá eu já fiquei mais contente tb...)NUM FODE, VAI FICAR FURANDO O SHOW, PORRA?

então...
Acordei já preparando os preparativos, ligando pra galerinha, ajeitando as paradas... depois de ficar um tempo aqui de bobeira, fui na casa do Gordo, muito foda, ficamos escutando o recém baixado cd do linkin park, vendo os videos do rammenstein mt bom, mané, aoei total!no fim, aquela bicha gorda não foi, seu puto... volto pra casa e qd ia mandar meu 2º almoço pro bucho, chega o caio com 2 refris de 2 litros. fudeu, um foi embora só em 1/2 hora.Depois chega o perera e o segundo 2 litrão vai pra vala ao som do skylab e depois vendo um jyraya e um street fighter.Mais tarde encontramos com o chico, pizza de 5 contos, uma só, sem refri, num fode!só a bicha do chico que bebeu uma pepsi... andando até a Ceará, só merda... Chegando lá, sinuquinha caótica, Chico cagando muito, puta merda, filho da puta nasceu com o cú virado pra lua. 6 fichas depois, ficamos esperando o show começar em frente ao garage... chega o skylab, fdp, aidético safado, foi o único que chegou na hora...
qd íamos entrar, qual não é a nossa(a minha principalmente) surpresa quando o pereira, quando indagado pelo segurança sobre a carteira de identidade, nega possuí-la...
Tentamos argumentar, o maluco falou que não tinha jeito... Saímos de perto e armamos uma mutreta maneira, com a carteira de identidade do Chico. Nesse meio tempo, a nina chegou, maravilhosa, como foi bom te ver, baby... só queria que vc tivesse entrado com a gente, ai teria sido perfeito...
Já lá dentro, quando começou o show do Zumbi do Mato, só alegria.Primeiro puxamos a galera pra dançar qd tava td mundo tímido longe do palco, começamos a mandar todo nosso repertória de danças toscas: Weapon of choice, dança da cobrinha, bonecão de olinda, dançar desgringolado, break voador, can-can, samba, buchecha e buchecha, e a minha dancinha exclusiva do bate mão-bate pé.ainda inventei uma nova, mais discreta, a dança dos olhos... só que essa só eu que percebo, hahahaha, mt bom ,fiz direto.TUPI TOTAL!!!!!
No meio do show, começa a putaria de subir no palco e se jogar em cima da galera... de nós, o chico foi o primeiro, depois foi festa... me joguei 3 vezes, na ultima, subimos nós 4, com mais um monte de gente, no palco, e ficamos mandando nossas dancinhas lá em cima, depois pulamos, muito bom, puta merda...MAIS TUPI, IMPOSSÍVEL...
Um tempinho esperando o show do skylab começar, rolou um papo sério, como sempre, eu e perera, e tb nesse meio tempo, sempre voltam à minha mente os pensamentos caóticos de sempre... dor, culpa, arrependimento... Literalmente como ondas: quebra, bate e vira espuma...Ah, o oceano, nesses momentos só ele me entenderia, só ele resolveria meus problemas, só eu e ele...
Caralho, qd o skylab entrou, fudeu tudo, me matei muito, o que sobrou de mim do show do zumbi do mato terminou de morrer no skylab... por umas 3 vezes eu me recolhi aos fundos do garage pra descansar, pq tava foda, já tinha gastado a minha última molécula de glicose a mt tempo, ácido lático, hahaha, quem dera, fermentar álcool, nem cheguei a ficar bêbado, de tão pouco que tinha!!!mas que se foda, pulei mt, cantei mt, me esgoolei, até que no fim eu cai, literalmente, assisti matador de passarinho sentado no chão...
caralho, pulei mt, câncer no cú, metro, musica suave, carrocinha de cachorro quente...
fdp, não tocou cocô, nem samba... eu gritei tanto(samba!!!!) junto com o pereira...
qd acabou o show, junto com ele acabou a luz... Blackout no garage, aliás, depois fomos descobrir, blackout geral na área do centro e maracanã.Fiquei extremamente preocupado com a nina, mas depois de um tempo eu nem mais conseguia raciocinar... foi quando, no meu último suspiro de genialidade, protagonizei a cena mais foda da noite, no consenso da galera:

Tudo escuro, aquele burburinho chato, todo mundo falando junto, o vocalista do zumbi do mato volta ao palco e chama as atenções pra ele.Quase todo mundo se cala, e ele começa a falar:
-VOCALISTA DO ZUMBI DO MATO:AE GENTE, VAMOS FAZER SILÊNCIO AQUI QUE EU FICO TOCANDO O TROMPETE E CANTANDO BUFUFU.
e neste momento se fez um silêncio geral, qd eu, queimando uns 10 neurônios para fazer tal declaração, mandei esta, bem alto:
EU:BUFUFU É MEU PAU NO TEU CÚ!!!

HAHAHAHAHAHAHAHHAHAA, FOI MT FODA!!!!
na mesma hora, vieram o caio e o pereira me cumprimentar efusivamente, muita gente rindo, o cara tentou devolver dizendo "então sobe aqui e canta vc", mas além de não ter nada a ver, ninguém ouviu...
ficamos uns 5 minutos rindo mt, só disso...

depois, o zumbi e o skylab tocaram juntos, a luz acabou de nv no meio da musica, voltou de nv, eles tocaram de nv, e infelizmente o show acabou...
não queria gastar dinherio ,mas tive que voltar de táxi, não aguentava andar...
fui dormir 4:30, aproximadamente, acordei 6:00 e já tava preparadaço pra provinha da uerj
minha maior alegria ao acordar foi sentir meus pés frios e sem bolhas...
cheguei lá já mandando uma caótica tb, esqueci o cartão de confirmação, ai cheguei pra uma mulher lá, e perguntei,"esqueci o cartão, mas eu sei o andar e a sala, tem algum problema". E a mulher, "não. mas você tá com a sua identidade ai, né?". Ai eu de nv, "eu disse que eu esqueci o cartão de confirmação...".Ai a mulher me olhou com a mesma cara do cara do Zumbi do mato, aquela de "mas que filho da puta!" e falou q tava td bem...
fiz uma puta redação na uerj, esculachando os playboyzinhos e tal, detalhe, o assunto era leitura no brasil, mas eu sei puxar a sardinha pra onde eu quero sem prejudicar a redação, nisso eu não tenho modéstia, eu sou foda pra escrever!redação então, fudeu fudeu!
"Para fazer do Brasil um país de leitores, antes temos que fazer do Brasil um país de gente que sabe ler.Não só palavras, como também a vida."
foi a minha última frase...
hoje meu cérebro tá mt superativo, tá foda!!e o melhor, nem tou com sono...
é isso ai, bjos à todos, espero que quem furou vá no próximo show do skylab...

TINHA TUDO PRA SER O MELHOR SHOW DA MINHA VIDA, E FOI...
TINHA TUDO PRA SER A NOITE MAIS PERFEITA DA MINHA VIDA.. MAS NÃO DEU, SEMPRE FALTA ALGO...

MAS ENFIM, O QUE SE DIZ ESTAS HORAS?

NUM FODE!
enviada por Nabuco SSJ4
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www.barbariansvillage.blig.ig.com.br

 
INVASÕES BÁRBARAS, ADEUS LENIN E O ROCK INDEPENDENTE

Diante do inexorável, contra o qual nada pode se fazer, o que a gente faz? Dança um tango argentino (salve Manoel Bandeira!!) ou faz Filosofia ( Sócrates!!)? É possível que a melhor resposta, não seja nem uma, nem outra. A melhor resposta pode compreender ambas as possibilidades.

              Quando vi "Invasões Bárbaras" no mesmo cinema em que veria depois "Adeus Lênin", chorei pra caralho. Eu gosto de chorar no cinema porque me dá a impressão que a vida não é tão embotada assim. O escurinho do cinema tem essa função. Mas o grande choque nas "Invasões" é a realidade: ela é a protagonista do filme. O rapazinho yuppie, o mocinho da película, nos faz ver do que é movido o mundo. Os últimos dias de seu pai são transcorridos em absoluta lucidez: foi isso que o filho, um corretista da bolsa de valores, lhe proporciona. A constatação da hipocrisia de sua vida, todos os "ismos" por que passou e finalmente a questão da eutanásia... enfim, quem   proporciona isso ao pai senão o capital? E subjascente , a crítica à rede pública de saúde e das universidades. Estamos aqui na linha de uma absoluta racionalidade. Esse exame de consciência e essa liberdade de escolha que a eutanásia coloca em pauta, me faz lembrar Sócrates.

              Em "Adeus Lênin" estamos novamente diante da morte. Mas a perspectiva é completamente diferente. Aqui, parte-se da lucidez: o rapazinho participa de uma passeata contra o regime socialista a que pertence, mas o rapazinho também participa da crise de desemprego por que passa a antiga Alemanha oriental com a queda do muro e a unificação das Alemanhas (ele de fato conhece o efeito do neo-liberalismo). Em outras palavras, ele não é de lugar nenhum. E como ele vai exercer a sua liberdade? Através de um exame de conciência como ocorre com as Invasões? Não. A liberdade em "Adeus, Lênin" é exercida não para constatar mas para perverter. Aqui, a lucidez é apenas ponto de partida: o que se almeja de fato é a criação de algo novo através da perversão da realidade: as imagens da queda do muro são usadas exatamente como ocorreram, mas para transmitirem uma outra verdade: a população da Alemanha ocidental é que emigra.

              Engana-se quem pensa que esses dois filmes apontam possibilidades diferentes a serem escolhidas, como se à perversão se opusesse a lucidez. Eu prefiro pensar que uma é condição de possibilidade da outra. Em outras palavras: é impossível efetuar a perversão sem a lucidez, ainda que a contrapartida seja possível: ser lúcido e não ser perversor. Os racionalistas que o digam. 

              A idéia de traição para um racionalista, é a idéia mais nociva de todas. Porque para esses, existe algo de verdadeiro a ser copiado. Para quem desconfia da verdade, ou de algum modelo que sirva de paradigma, a traição é perfeitamente possível. É isso que faz o protagonista de "Adeus, Lênin", ao mudar os rótulos das novas compotas de pepinos em conserva, ou então transformando o cosmonauta em presidente.

              E o que tem a ver o rock independente com tudo isso?   Para um fodido não resta outro caminho senão a perversão. E isso em todos os sentidos: do marketing ao estético. Depois de todo o império da MPB, império esse que passa pelas indústrias fonográficas, desemboca na imprensa e habita nos textos e músicas, nada resta fazer senão perverter. É um combate de guerrilha, nunca o confronto direto. Para uma grande gravadora não há nenhum problema no "jabá". Paga e pronto. E eu penso em "Invasões Bárbaras". Mas para artistas independentes, a precariedade pode ser a fonte do próprio conceito de arte. E eu penso em "Adeus, Lênin".

              Conclusão: diante da morte, eu danço um tango argentino.
 
A CLAUSURA DO ROCK

Como um quadro que ficasse saturado de imagens figurativas, uma sobreposta a outra, de tal maneira que o resultado se tornasse abstrato, assim é o som que fazemos. Claro que o processo é coletivo e a custa de muitos ensaios.

Sempre achei que mais cedo ou mais tarde, deveria dar conta e destrinchar esse processo. E tem uma idéia que guia tudo isso: é a idéia da sobreposição de estilos.

Muitos se assustam. Já fomos denominados pejorativamente por certo crítico de “instituto musical fazendo rock and roll”. Atrás da frase pejorativa, está a idéia da falta de atitude. Uma banda de rock com um senhor tocando violão e sentado num banquinho? Como resolver esse anacronismo? Músicos sem estampa de rock fazendo rock? Um vocalista sem o menor cacoete de cantor de rock? Isso é possível? Não. O contraste aumenta quando somos convocados para dividir uma noite com a banda MATANZA – esta sim, com toda a mise-en-cene das bandas de hardcore.

Como que o público se situa nessas condições?

Aqueles que tiverem cristalizada uma certa idéia de música, baseada na porradaria monocórdica, se afastarão do som que propomos, farão julgamentos negativos e conversa encerrada.

A nossa conduta é o contrário, até mesmo porque nos baseamos no acúmulo, na diferença e na sobreposição. Em verdade, é um processo esquizofrênico. O Matanza está no nosso som, assim como o Autoramas e o Zumbi do Mato. E não só. João Gilberto também está. Johny Cash também está. Nick Cave, Tom Waits. Chico Buarque, Caetano Veloso. E estejam certos de que Marilyn Mason também, Nine Inch Nails e White Stripes. Mas se eles comparecem no nosso som, estão deslocados e sob um outro sistema: bricolagem, a estratégia que Levi-Strauss percebeu nos indígenas. Quando Alexandre, o violonista da banda, introduz um acorde bossanovista, estejam certos que, dentro do contexto, não se trata mais de bossa-nova. Ouvidos preguiçosos poderão até entender que se trata de um ranço de MPB e por puro preconceito deixar de acompanhar o processo de perversão que estamos tentando instaurar. E daí a nossa dificuldade de nos situarmos na clausura do rock.

 
FOTÓGRAFO CEGO
Para Eugen Bavcar

Sartre dizia no livro “As Palavras” que toda sua obra foi forjada a custa de muito sacrifício. João Cabral de Melo Neto, por sua vez, afirmava que sua poesia tinha 90% de transpiração e 10 de inspiração. São dois exemplos reconfortantes para quem , como eu, não leva o mínimo jeito para a música, ainda que me considere fundamentalmente músico. E aí é que está a questão: como ser algo sem nenhuma aptidão?

O violão foi uma primeira tentativa, abortada pelos calos nos dedos. O piano era um pouco mais confortável, mas não deu em nada. Me lembro quando ingressei na Vila Lobos para um curso com Paulo Moura – a idéia do curso era formar uma orquestra de jazz.. Foi suficiente para abandonar definitivamente o piano: no curso, a consciência clara de que nunca levaria jeito para a música, tamanha a quantidade de excelentes pianistas. O problema é que só me tornei o que sou pelo abismo entre desejo e ação: a vontade de ser músico e a total falta de jeito para sê-lo; o desejo e a falta de aptidão.

Foi desse diferencial que nasceu a música em mim: nasceu justamente dessa falta. Como um fotógrafo cego.

 
TRÁGICOS E CÍNICOS

O filme “Le Mepris” (O Desprezo) de Jean Luc Godard, apresentado recentemente no Centro Cultural do Banco do Brasil, focaliza dois personagens que se mostrarão em condutas opostas: o primeiro, na pessoa do próprio Fritz Lang; e o segundo, um escritor que vive o dilema de ser ou não roteirista do filme “Ulisses”; entre eles, o produtor americano, que tenta impor uma certa perspectiva do filme. No entanto, o que vale ser resgatado, pela sua atualidade, é o dilema que o filme apresenta entre ser “trágico” ou “cínico”. Em outras palavras: entre negar radicalmente o sistema ou cinicamente pervertê-lo. Nesse último caso, há uma aparência de aceitação, o que no fundo é apenas um estratagema para esconder o elemento perversor. No filme de Godard, o cínico é Fritz Lang.

Claro que o cínico faz parte do contingente “vencedor”. Não é difícil distinguirmos na cultura brasileira os grandes cínicos: Gerald Thomas, Caetano Veloso, Zé Celso, Arnaldo Antunes, Gilberto Gil, Tom Zé... pensando bem, o tropicalismo é o cinismo na cultura brasileira. Não fica, portanto, difícil entender a relevância que sempre tiveram e continuam a ter dentro do Poder – eles conseguem se imiscuir em suas malhas e fazem um pandemônio que não podemos calcular.

E os trágicos? No filme de Godard é o escritor que romanticamente abandona o filme e volta para a solidão de seus romances de onde nunca deveria ter saído. Entre o alemão cínico e o americano poderoso, resta ao francês a atitude trágica de não continuar o começado. É a desistência, o fracasso, a morte. E seu grande arquétipo continua sendo Nietzsche. De fato, os trágicos caracterizam-se por uma ineficiência dos diabos. E quem são os grandes trágicos na cultura brasileira? Augusto dos Anjos (só escreveu um livro), Nelson Rodrigues, Glauber Rocha, Leonel Brizola, Paulo Francis e Lobão.

Por que eu estou falando isso agora? É que nesse exato momento, estou concluindo um disco e na encruzilhada, escuto argumentações de ambos os lados: se fosse cínico, não o lançaria; se trágico, sim. Procuro ponderar os argumentos, passo noites sem dormir e continuo ouvindo, e continuo medindo. Seria capaz de passar a vida toda, imóvel, incapaz de tomar qualquer direção. E na verdade, de nada adianta ouvir porque a decisão já foi tomada e há muito tempo.

ROGERIO SKYLAB

 
O ARTISTA DOENTE
 

Certa feita, comentando a minha música, um blogueiro chamou-me de “doente”: um compositor doente. Mas o que é isso? O que significaria esse termo esteticamente falando? Quando eu vejo no sul bandas cheias de vigor como BIDÊ OU BALDE, COMUNIDADE NINJITSU e fundamentalmente VÍDEO HITS, pra não dizer JÚPITER APPLE ou a antiga GRAFORRÉIA XILARMÔMINCA, a palavra “doença” certamente não é a mais apropriada para defini-las. O mesmo aconteceria com bandas que compõem o universo MANGUE BEAT.

No primeiro caso, salta à vista a referência iê iê iê (jovem guarda+Beatles+Mutantes). Como estamos no século XXI, esse iê iê iê revisitado torna-se um pastiche – basta que vejamos os quadros de Andy Warrol focalizando Elvis Presley ou Marylin Monroe, para constatarmos o mesmo procedimento kitch. A insistência com a referência e mesmo o exagero, nos dão a prova do distanciamento: a coisa é vista de fora, cinicamente; torna-se pura mercadoria. De qualquer maneira há uma referência. E ainda que elementos de psicodelia sejam ressaltados, o são sob a distância da razão.

O mesmo poderíamos dizer sobre o Mangue Beat, ainda que neste caso a denúncia social esteja muito mais presente do que nas bandas do sul. De qualquer maneira é uma variante do mesmo caso: em ambos, estamos sob a perspectiva do “fora”.

O que seria então um “artista doente”? Alguém envolvido? Alguém que, mesmo irônico ou debochado, esteja sempre dento de si? Uma concha alienada?

Um “artista doente” é um artista sem referências, até mesmo porque está sempre voltado para si. Mas será possível hoje em dia fazer algo de tal forma original que não tenha referências? A não ser que você as multiplique, o que é o mesmo que não dar a mínima para elas: numa música um samba, numa outra um heavy-metal, numa outra um funk... A segmentação vai pras cucuias.

O “artista doente” volta então suas baterias contra si próprio e perversamente vai criar uma linha de referências que passa por JOHNNY CASH, FRANK ZAPPA, IAN CURTIS, TRENT REZNOR, TOM WAITS, DAMINHÃO EXPERIENÇA. Mas essa linha de nada adianta porque o “artista doente” não tem referências: “é sem memória, sem passado, sem história e sem saudade”. A escatologia, junto com a body art, vai tornar-se então um dos seus reais por excelência: ali, o “artista doente” não vai revisitar nenhum movimento, nem vai acreditar em algo além do seu próprio ato. Ali, o “artista doente” vai dar seu corpo como São Sebastião dava o seu às flechas.

Rogério Skylab

 
 
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Caro Mestre Skylab
 

Uma dúvida ha muito me intriga....
Na música Cocô, de Skylab III, o senhor pede um boquete para o sujeito. No entanto, ele já havia revelado anteriormente ter herpes. O que me intriga é o fato do senhor, que como todos sabem, é dermatologista pedir um boquete a um sujeito doente e correr o risco de ficar com feridas terríveis na genitália. Alias, dependendo da posição e volúpia do seu amigo produtor cultural, a saliva poderia escorrer e fatalmente chegar ao seu cu. Feridas terríveis, piores que hemorróidas a sangrar, surgiriam na região, tornando propício o aparecimento do famigerado câncer no cu, que há muito tempo vem seifando a vida e a dignidade das celebridades brasileiras. Por isso, eu pergunto: o senhor não tem raiva disso?

Em solidariedade e sempre pensando na sua saude,
Cão

 
 
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